Bom, considerando que só trouxe um tacho, um garfo, uma faca, uma colher e um copo e não tenho frigorífico, fica difícil haver comestíveis dignos de serem fotografados.
Depois da odisseia de março, com a mudança de tralha acumulada durante 20 anos, elegi uma máxima: só ter na casa secundária aquilo que conseguir transportar sozinha, que couber no meu carro e, de preferência, apenas numa viagem.
Claro que rompi logo com a norma dois dias depois de ter chegado a Lisboa. Fui ikear e em vez de comprar um tampo de secretária de dimensões reduzidas, encantei-me com um maiorzito, cujo peso ultrapassa os 25 quilos e que me obrigou a desmontar parte do habitáculo do carro para poder trazê-lo para casa. Lindo, lindo, foi ver-me a alombar com o dito desde o carro, que ficou a milhas de distância da prédio, até à porta. Desejei ser Hulk, Pouco faltou, porque fiquei verde de esforço.