sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A VERDADEIRA HISTÓRIA

Este post já era para ter sido escrito há muito tempo. Na verdade, deveria ter sido escrito como post inaugural, enterrados que estavam os Brincos de Chocolate. Fui adiando, por preguiça, porque não me apetecia justificar a minha mudança radical de vida e porque sim.
Poucas pessoas, mesmo muito poucas pessoas compreenderam a decisão de me despedir do ISCSP, numa altura em que entrava na fase final de doutoramento, quando ainda me restavam dois anos para terminar o prazo para entrega da tese e tendo garantida a contratação como professora auxiliar assim que o grau fosse obtido. O que, na prática, significava passar a ganhar o dobro do que ganho agora. Mais, até.
Ouvi palavras amargas "ainda hei-de estar aqui para ver o teu arrependimento", vi olhares que achavam que a decisão resultava da minha incapacidade em terminar de escrever a tese e adivinhei pensamentos do tipo "está deprimida, coitada...".
Pois, azar. Engaram-se. Na verdade, quem me conhece sabe que eu não deixo as coisas a meio e que a tese, mesmo estando fora da carreira académica, seria para terminar, como aliás, está prestes a acontecer. Quem me conhece sabe, também, que sou uma mula teimosa que demoro a decidir, mas quando decido nunca mais volto atrás. E é bom que não se esqueçam disso, ó gente...
Sim, é verdade que a passagem por Trás-os-Montes me ajudou a tomar uma decisão que ia adiando desde há muito. Também é verdade que o meu orientador, Xerardo Pereiro, me mostrou outras formas de fazer antropologia e que hoje são estruturantes na minha maneira de estar e de ver o mundo e de me relacionar com as outras pessoas e com a investigação. Ele também é devedor desta mudança. Mas suspeito que não faz ideia... :)
Se foi difícil? Foi, pois. Em junho do ano passado já a decisão se tornava inevitável e em setembro, com o início das aulas, eu decidi que chegava. Em dezembro do ano passado entreguei a minha carta de demissão, bai-bai, e em março saía da faculdade.
Poupei durante um ano e privei-me dos luxos a que estava habituada para aguentar o embate. Os últimos meses antes da saída foram de ansiedade continuada. Até achei que andava à beira de uma síncope cardíaca.
Voltei para a Figueira. Em março, a minha casa ainda estava em obras e voltar a viver com a mãe foi difícil, foi sim senhora. Duas galinhas alfa na mesma capoeira não se entendem muito bem :) Mas a minha mãe está sempre ali para mim. E também ela me proporcionou a segurança que necessitava.
Nunca me senti desempregada e nunca disse que estava desempregada. Fechei-me em casa a escrever a tese e o trabalho ajudou-me a esquecer o facto de estar sem rendimentos. Contava, apenas, voltar ao ativo por esta altura, para ter tempo de terminar a tese com calma. Enganei-me. Em julho recebia um convite para ir trabalhar para o Museu de Arte Popular. Já tinha passado por lá há 15 anos, quando saída da faculade, fiz um estágio voluntário.
Ganho muito menos do que ganhava e tenho menos regalias sociais. Paciência. São escolhas. Mas vou todos os dias feliz para o trabalho e não deprimida como sucedia. Adoro o que faço e acredito no projeto, apesar de todas as dificuldades que aí vêm. Creio que com poucos recursos e imaginação se consegue fazer um museu do povo e para o povo. Porque é para isso que os museus existem.
Para aqueles que acharam que eu ia sucumbir, vão à merda, sim? Para os outros que sempre acreditaram em mim, como a minha querida Irene com quem almocei ontem, obrigada.
E agora com licença que vou fechar mais um capítulo.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

ESTOU CAPAZ

De matar por um chocolate Godiva.

HÁ DIAS ASSIM

Que começam com o orientador a elogiar o último capítulo. Agora só falta mesmo fazer as últimas correções e escrever as conclusões. E imprimir milhares de páginas...

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

SFF

Está a chover e a trovejar. Era um pratinho de scones com manteiga e um chocolate quente, sff. Também pode ser um sofá, uma mantinha de caxemira, uma televisão e um bom filme, de preferência que não me faça chorar. E, já agora, umas meias de lã que tenho os nano-pés gelados. Sim, quero o pacote todo.

domingo, 19 de setembro de 2010

FAZ DE CONTA


Que está um sol escaldante. Que depois das lajes que separam os aposentos do hamman a pele vai cheirar a ananás e a cacau e vai ficar ainda mais macia do que estava esta manhã. Faz de conta...

sábado, 18 de setembro de 2010

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

REOP À CONCORRÊNCIA

Big Boss, Magalhães, Pé de Chispe e Edelweiss (tudo nomes de código), fizeram uma REOP à concorrência. Que é como quem diz, fomos ver a Exposição Povo no Museu da EDP. A coleção dos bonecos do Tom que integra o acervo do MAP é fantástica, mas também adorei esta.
 

Na fotografia* seguinte pode ver-se Dalila Braga, secretária do SPN/SNI, responsável pela confeção dos trajes regionais dos bonecos de Tom que integraram a exposição do Centro Regional em 1940.




*Hoje quebro a regra de só usar fotografias da minha autoria. Esta, cujo autor ainda desconheço, faz parte das muitas centenas que estamos a começar a tratar para construir a história deste Museu.


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Sou uma antropóloga que só pensa em comida...
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