Estes são novelos de lã mestiça - uma mistura entre a lã brava e a lã meirinha. Neste caso, a lã está ludra, com a gordura e sujidade originais. Só quando as meadas estiverem feitas é que a lã será lavada no tanque da casa.
Cada novelo, antes de ser torcido, é composto por dois fios paralelos. Na imagem seguinte pode ver-se o detalhe dos dois fios do novelo já torcidos.
Na imagem seguinte, D. Benta separa os dois fios para mostrar de que modo os mesmos se acabaram de entrelaçar.
Para que se possam torcer os dois fios do novelo, é necessário, antes do fuso rodar com um movimento que permite essa torção, que os fios sejam presos na baínça do fuso, um entalhe que pode ver-se em detalhe na imagem seguinte.
Depois de preso é que se faz rodar o fuso com a mão direita, com um golpe de dedos que parece muito simples mas que encerra uma sabedoria complexa.
Seguidamente, os dois fios já torcidos são passados por cima dos dedos da mão esquerda (a mão que segura o novelo durante todo o processo).
Finalmente, enrola-se o fio torcido no fuso. No final do trabalho, todo o fio torcido fica contido no fuso.


























