segunda-feira, 27 de agosto de 2012

sábado, 25 de agosto de 2012

DO SAL

Hoje à tarde, nova visita ao Núcleo Museológico do Sal. Para mostrar à família de cá, e à que está de visita , as coisas do sal, das salineiras e dos marnotos.


Aproveitou-se, também, para uma incursão aos campos de salicórnia. Colheram-se alguns pedaços para temperar as batatas à moda da minha avó Susana que vão ser feitas agora para o jantar.


sexta-feira, 24 de agosto de 2012

MORRACEIRO?

Não sei. Faltando-me o Sr. Manuel Paurrinhas, faltam-me as certezas se aquela areia esfarelenta em forma de milhentos tubos e misturada com os limos é ou não o morraceiro.  Serão estas as colmeias de areia feitas pelas minhocas que os homens do penedo apanham para usar como isco e que o Sr. Manuel me referiu?

Isto aqui nos penedos cria-se uma lama nas rochas, aquelas mais lisas, cria um morraceiro. A gente esfarrapa o morraceiro e dá daquelas minhocas grandes (Manuel Paurrinhas, 26-7-2012).


Quando estive no Núcleo Museológico do Sal a aprender a fazer o cofinho das enguias falaram-me da Ilha da Morraceira e eu, que andava às voltas com o termo morraceiro, aproveitei para pedir mais informação a quem sabia. 
A Prof. Filomena Martins explicou-me que: "o conceito de morraça estará associado a áreas húmidas (alagadiças) tanto costeiras e estuarinas como pantanosas. Mesmo no caso da referência ao habitat da spartina marítima (morraça), como sendo de areias marítimas, pode estar associada aos espaços interdunares que, com alguma frequência, podem ser ocasionalmente alagados. A morraça está igualmente associada a algas (moliço – conjunto de diferentes tipos de algas de fundos siltosos e silto-arenosos) e a uma mistura de silt (material muito fino com componentes orgânica e minerais) com matéria vegetal (estrume vegetal)". 



quarta-feira, 22 de agosto de 2012

COSTURAR PRESENTES


Hoje, com a preciosa ajuda da Guida, e a partir deste modelo.


sábado, 18 de agosto de 2012

AS COMIDAS DA SAFRA

Lá estavam, junto ao armazém de sal do Sr. António, as sardinhas com azeite e vinagre e as batatas assadas na grelha a lembrar o que se comia em dia de safra. E as cestas com as rodilhas (também chamadas de sogras) prontas para serem usadas pelos participantes desta safra à antiga organizada pelo Núcleo Museológico do Sal.


A merenda da manhã teve petiscos variados trazidos pelos participantes. Depois de algumas hesitações (andei a oscilar entre os brigadeiros com flor de sal e os muffins com alecrim, azeitonas e queijo), acabei por optar por uma via mais tradicional e fiz as broas de batata cuja receita me tinha sido passada na véspera pela D. Aida. Na noite de sexta-feira, tripliquei a receita base e acabei a amassar, à mão, mais de oito quilos de massa. E a falta que me fez um forno a lenha para cozer tudo de uma vez! Mas valeu a pena que ficaram bem gostosas. E aprovadas pela D. Aida.  


Terminada a safra, e enquanto o Rancho Etnográfico de Lavos atuava, andaram as mulheres, como antigamente, a distribuir as freiras. As freiras são as pipocas que os marnotos davam no final da faina. Como não havia dinheiro para o azeite e o óleo não se usava, colocava-se no fundo do tacho um pouco de areia para os grão de milho não queimarem. Depois, tinha de se passar as freiras pelo crivo para as separar da areia. Eram servidas com talhadas de melão para refrescar as bocas.


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

BROAS DE SALICÓRNIA

Depois dos cofinhos no sábado passado, hoje de manhã a D. Aida ensinou-me a fazer as broas de salicórnia. E as broas doces. As broas de salicórnia são feitas com farinha de milho e farinha de trigo, fermento de padeiro, água, sal e salicórnia, uma erva que cresce nas salinas e que pode ser usada como tempero salgado, em substituição do sal ou juntamente com este.
A utilização na culinária local é recente e ainda não parece estar muito generalizada, apesar da salicórnia ter uma textura e um sabor bastante agradáveis. 
Não exige nenhuma preparação prévia, mas aconselha-se a que somente as pontas dos ramos, ou seja, as partes mais tenras da planta, sejam aproveitadas.


Ainda houve tempo para o registo oral da receita das broas doces com batata. Esta noite, já as fiz, e amanhã lá irão no cesto da merenda para partilhar com os restantes participantes da safra organizada pelo Núcleo Museológico do Sal.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

PIRI-PIRI

Para meninas com a língua atrevida

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Sou uma antropóloga que só pensa em comida...
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