Esta é a sopa que eu faço para impressionar. E não dou a receita. Para a provarem têm mesmo de me convidar para cozinhar em vossa casa ;)
terça-feira, 25 de setembro de 2012
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
ÁGUA, CÉU E TERRA
No dia 20 (dia em que se comemorava o 130º aniversário da elevação da Figueira da Foz a cidade) voltei ao CAE, novamente com a Guida, para a inauguração da Exposição de fotografias "Figueira da Foz - 130 anos". A coleção exposta, que pertence a Jorge Dias, integra também imagens da autoria de Carlos Relvas, Manuel dos Santos e Afonso Cruz. São fotografias que retratam, maioritariamente, o trabalho e o lazer ligados ao mar e ao rio. Através das imagens captadas pelo Jorge, que tem a paixão da fotografia aérea, podemos ver, desde a década de 1980, o crescimento absurdo do areal da praia da Claridade e o surgimento dos grandes monstros de betão que os anteriores executivos camarários deixaram construir. Do céu, alguns contornos desta cidade tornam-se ainda mais dolorosos.
Fotografias mais antigas, nomeadamente das décadas de 1950 e 1960, mostram o mar muito mais perto da cidade, uma cidade que, enquanto destino turístico, perdeu qualidade nos últimos anos. Há outras imagens, muito belas, algumas das quais eu já conhecia do estúdio do Jorge, que retratam os pescadores e as mulheres que trabalhavam na seca do bacalhau. São escassas as fotografias que relevam outros olhares sobre a cidade e sobre o município. Olhares distintos daqueles que se centram na pesca, no mar, no rio, na água. Mas esse é também o imaginário que prevalece institucionalmente. Como se o município, nas suas estratégias de patrimonialização, olhasse apenas numa direção. E uma direção cheia de problemas por resolver.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
SOU UMA PESSOA QUE GOSTA DE COUVES
E que era capaz de comer caldo verde, couves cozidas ou salteadas em toneladas de alho e de azeite todos os dias, ao almoço e ao jantar. Couves, couves, couves. De modo que, entre ontem ao final do dia e hoje de manhã, dediquei-me a plantá-las. Para além dos conselhos dados pelo Mário para impedir que os caracóis entrem no perímetro de segurança, pretendo, se as circunstâncias o justificarem, vestir o camuflado e munir-me do armamento necessário para combater outras bichezas. Estas couves hão-de vingar!
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
RECUPERAR - WIP
Era a moldura de um nicho do quarto dos meus pais e estava a ganhar pó e teias de aranha na arrecadação. Decidi recuperá-la para servir de moldura a um espelho para colocar na sala. Como a pátina não era uma opção, decidi pintá-la de branco. Para a limpeza da peça segui as instruções da Elis Marçal, conservadora-restauradora e minha colega na equipa do MAP. Primeiro lixei com lixa e com palha de aço, depois lavei com água e, finalmente, nas zonas de maior acumulação de sujidade, usei álcool (esta parte já foi da minha cabeça...mas funcionou).
Hoje de manhã já dei a primeira demão na parte detrás da moldura e amanhã, pela fresca, depois de plantar as 60 couves que comprei hoje na Feira de Montemor o Velho, vou cobrir de branco a madeira talhada.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
CAIS DA MEMÓRIA II
Depois de termos passado a manhã a trabalhar nos estatutos da Associação, a Guida e eu fomos ao CAE - Centro de Artes e Espetáculos da Figueira da Foz - ver a exposição Cais da Memória II- O Porto da Figueira da Foz e a cidade revisitados em fotos de outros tempos.
As fotografias pertencem ao Arquivo Histórico-Documental do Porto da Figueira da Foz e podem ser visualizadas no site do Arquivo do Porto de Aveiro.
Desconhecendo se este lote de 158 fotografias totaliza as que o Arquivo Histórico-Documental do Porto da Figueira da Foz dispõe para o período em questão (1941-1956), não vou tecer considerações sobre os descritores escolhidos para estruturar a exposição.
Mas questiono os critérios (houve critérios?) para, de cada conjunto, destacar umas fotografias em detrimento de outras e, sobretudo, a ausência de informação que contextualizasse as imagens para além das legendas, claramente insuficientes.
O facto de terem escrito "enceada" na legenda de um dos descritores, repetindo o erro no folheto, também não ajudou.
sábado, 15 de setembro de 2012
MAU FEITIO
Não é sociável com pessoas e não gosta dos outros cães, com exceção da Pipoca e do Ferrão, o cão dos Bombeiros Municipais. É a Seara, a outra cadela que trouxe do Barroso há quatro meses. Cruzámo-nos uma manhã quando, no habitual passeio matinal com a Pipoca (e todos os outros cães da vizinhança que vinham atrás de nós) pelas margens da Barragem dos Pisões, em Penedones, a encontrei no meio do mato. Tentou morder-me e aos outros cães. Na manhã seguinte, encontrei-a novamente. Veio atrás de mim e, a cada passo, tentava abocanhar-me os tornozelos, desta vez sem agressividade. Acompanhou-me até casa e engoliu uma bacia de comida. Ao fim de alguns dias a ser alimentada, passou a pedir para entrar em casa, mas depois tinha medo de cruzar a porta. As noites eram um gelo e coloquei-lhe uma caixa de cartão no exterior para ela ficar mais confortável. Uma noite, ganhou coragem e passou a dormir na sala. Era agressiva com todas as pessoas que se aproximavam, ladrando mas fugindo sempre. Levei-a ao veterinário e dei-lhe nome. O nome de uma das aldeias do Barroso onde não me importava de viver. No dia em que me vim embora lá de cima, passei uma manhã inteira a tentar apanhá-la para a trazer. Não consegui. Foi um desespero. Deixei um saco de comida que daria para alimentá-la até eu voltar dali a 15 dias. A Sofia, que tomava conta das casas de Penedones, deu-lhe comida todos os dias. Mas não a podia proteger da neve que caiu durante esse tempo. No dia em que voltei a Penedones, para terminar o projeto, ia convencida que a Seara já não existia. Pelo frio ou pela canalhice dos vizinhos que lhe atiravam paus e pedras. Mas ela estava lá. Mordeu-me as mãos e os braços quando me viu. E entrou em casa à noite para dormir, mais depressa do que se eu lhe tivesse mostrado um bife. E, dessa vez, consegui trazê-la.
Veio doente. Entre vomitados, diarreias com sangue e perda quase total de pêlo, eu convenci-me que não se safava. Alimentava-se deitada e tinha que lhe meter a comida na boca. Se conseguisse enfiar-lhe duas colheres de sopa de carne já me dava por satisfeita. Andou assim uma semana. Até que, um dia, desatou a comer como um alarve.
Nas primeiras semanas não aceitava festas e olhava-nos com um ar de facínora. Depois, quando estava frustrada ou contente, invariavelmente, mordia-me as pernas e os braços. Colecionei nódoas negras.
Não sei em que dia se deu a mudança. Mas, inesperadamente, passou a aceitar festas, a dar lambidelas, mudou a forma de nos olhar, passou a brincar. Ganhou confiança. Continua a ter mau feitio. Mas os muitos mimos que recebeu (e continua a receber) devem ter feito a diferença.
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
PARA CENAS RADICAIS
É a minha primeira compacta digital. E o mais difícil tem sido mesmo habituar-me a segurá-la. Estou acostumada a ter outro peso nas mãos.
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