A minha avó Jesuína. Em cima, com o irmão José, o mais velho, e o irmão Manuel. Na fotografia de baixo, o irmão mais novo, Cândido Costa Pinto. Jesuína e José viveram sempre na Figueira da Foz. Manuel e Cândido emigraram para São Paulo. Uma família no Brasil que eu não conheço.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
MILHO FRITO PARA MORDISCADORES
O pacote para mordiscar é vasto. Tem versões mais açucaradas e outras mais salgadas. Tremoços, nozes, alperces secos, azeitonas, pistáchios, pevides são apenas alguns dos items a considerar. O milho frito, descoberta recente em Montemor-o-Velho, veio enriquecer o pacote. É viciante. Quando damos por ela já se despachou uma taça cheia. Um bago para mim, outro bago para ti...
terça-feira, 2 de outubro de 2012
CURCUMA LONGA
Na impossibilidade de ter na mão o rizoma fresco, vou-me contentando com a versão em pó. É obrigatória nas duas principais refeições: ou como ingrediente usado na preparação de algum alimento ou polvilhado sobre a comida no prato.
As aplicações não se esgotam na esfera da culinária. A fitoterapia recomenda a utilização de uma pasta de curcuma e água para tratar eczemas e psoríase.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
NÚCLEO MUSEOLÓGICO DO MAR
Visita ao Núcleo Museológico do Mar, aqui em Buarcos. O espaço tem duas salas, uma dedicada à pesca do bacalhau e a outra mais centrada nos artefactos e nas embarcações utilizados na pesca costeira (há uma terceira sala, mas cuja exposição, sobre o traje local, tinha acabado de ser desmontada). Na sala da pesca do bacalhau é possível visualizar um filme da National Geographic realizado na década de 60 sobre as viagens dos bacalhoeiros para a Terra Nova e Gronelândia. Campanhas de seis meses que endureciam os homens e apartavam as famílias. Nos dóris, os pequenos barcos que eram atribuídos a cada homem, as jornadas podiam durar até 12 horas. Comia-se, invariavelmente, pão com bacalhau frito e a monotonia alimentar era tanta que, por vezes, aos homens dava vontade de comer o isco que levavam para pescar o gadídeo.
Era no foquim, recipiente de madeira (como o que se vê na primeira imagem) que se transportava a merenda nos dóris. Foi-me dito, pela funcionária do NMM, que a origem do termo e do próprio objeto está relacionada com o uso que lhe era dado entre as populações nativas da Terra Nova e da Gronelândia e que usavam este tipo de recipiente para guardar gordura de foca. Para além do foquim, nos dóris levava-se também a garrafa de aguardente para aquecer o corpo e a alma.
O baú, em metal, como aquele que se vê na segunda imagem, era utilizado pelos pescadores aqui de Buarcos na faina mais perto da costa. Para além da comida, numa bola de vidro (terceira imagem) que possui um pequeno orifício em cima, levava-se a água. As cordas em redor da bola permitiam proteger o recipiente e colocá-lo no mar mantendo, deste modo, a frescura da água. Interrogo-me se este tipo de objeto seria fabricado aqui na fábrica de vidro da Fontela.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
SOPA DE LENTILHAS DA PALESTINA
Esta é a sopa que eu faço para impressionar. E não dou a receita. Para a provarem têm mesmo de me convidar para cozinhar em vossa casa ;)
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
ÁGUA, CÉU E TERRA
No dia 20 (dia em que se comemorava o 130º aniversário da elevação da Figueira da Foz a cidade) voltei ao CAE, novamente com a Guida, para a inauguração da Exposição de fotografias "Figueira da Foz - 130 anos". A coleção exposta, que pertence a Jorge Dias, integra também imagens da autoria de Carlos Relvas, Manuel dos Santos e Afonso Cruz. São fotografias que retratam, maioritariamente, o trabalho e o lazer ligados ao mar e ao rio. Através das imagens captadas pelo Jorge, que tem a paixão da fotografia aérea, podemos ver, desde a década de 1980, o crescimento absurdo do areal da praia da Claridade e o surgimento dos grandes monstros de betão que os anteriores executivos camarários deixaram construir. Do céu, alguns contornos desta cidade tornam-se ainda mais dolorosos.
Fotografias mais antigas, nomeadamente das décadas de 1950 e 1960, mostram o mar muito mais perto da cidade, uma cidade que, enquanto destino turístico, perdeu qualidade nos últimos anos. Há outras imagens, muito belas, algumas das quais eu já conhecia do estúdio do Jorge, que retratam os pescadores e as mulheres que trabalhavam na seca do bacalhau. São escassas as fotografias que relevam outros olhares sobre a cidade e sobre o município. Olhares distintos daqueles que se centram na pesca, no mar, no rio, na água. Mas esse é também o imaginário que prevalece institucionalmente. Como se o município, nas suas estratégias de patrimonialização, olhasse apenas numa direção. E uma direção cheia de problemas por resolver.
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