sexta-feira, 9 de novembro de 2012

BATATA DOCE ASSADA


A batata doce, diz Mendes Ferrão n'A Aventura das Plantas e os Descobrimentos Portugueses, fez parte do pacote de ofertas que Colombo trouxe para Isabel Católica, como prova do achamento da América. 
Desconheço se seriam destas, que usei hoje, com a polpa mais esbranquiçada, ou se daquelas que possuem o interior da cor das laranjas e que são muito mais saborosas, mas igualmente mais difíceis de encontrar à venda.
Cortam-se ao meio e, de seguida, fazem-se cortes transversais a todo o comprimento. Unta-se com um pouco de azeite e polvilha-se com flor de sal e vão ao forno a assar.
Prontas, polvilham-se com pistáchios cortados, raspa de laranja e barram-se com generosas nozes de manteiga. Têm de ser servidas acabadas de sair do forno. Para acompanhar, uma salada de verdes. Crus, de preferência.



segunda-feira, 5 de novembro de 2012

PUDIM DE CHIA


Eu já fui uma pessoa gulosa. Daquelas que fazia bolos todas as semanas, devorava chocolates, perdia o tino com os gelados da Emanha e esperava que todos os natais houvesse na mesa o doce real da avó Jesuína para ter o seu momento épico de gula. Embora continue a gostar muuuuito de chocolates, a minha apetência pelos doces diminuiu drasticamente ao longo dos  últimos anos. Tanto que, quando a família me pede para eu fazer uma sobremesa, raramente a como. O gozo está mesmo em fazê-la.
Depois de na semana passada ter feito um clássico leite creme, com toneladas de açúcar e gemas, e que apenas provei, hoje optei por uma receita mais saudável, mais leve e que não me deixa indisposta como todas as sobremesas convencionais.
Para fazer este pudim de chia, baseei-me nesta receita da Amy, mas tive de fazer algumas adaptações. Os cajus foram substituídos por amêndoas e à falta de tâmaras (aqui é impossível arranjar tâmaras que não estejam cobertas de xarope) usei um pouco de mel. Muito pouco.
Para mim, ficou perfeito, mas para os gulosos da família tive mesmo de colocar um topping de compota de castanha que fiz há dois dias.


sábado, 3 de novembro de 2012

SOPA DE ABÓBORA DA BUNHOSA


Tinha casca dura e atirei-a ao chão porque nem com o facão a conseguia abrir. Por dentro, uma polpa carnuda e suave com fios que se enrodilhavam nos meus dedos, como se fossem outros dedos enrodilhando-se nos meus. Às 800 gramas de polpa triturada a cru, juntei 4 cebolas, água suficiente para cobrir e dois pedaços generosos de gengibre. Bimbei-a durante 30 minutos a 100º e velocidade 1. Para terminar, e depois de retirar o gengibre, triturei-a 1 minuto a velocidade 7 com meia chávena de azeite e sal qb.  A textura aveludada veio comprovar que as melhores abóboras vêm da Bunhosa.


quarta-feira, 31 de outubro de 2012

terça-feira, 30 de outubro de 2012

PRESENTE



Quase um mês depois de ter sido oferecido à Guida, imagens da minha segunda aventura na costura. Tanto gato que tem esta bolsa para escritoras ;)

sábado, 27 de outubro de 2012

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

ARTERESTAURO


Já aqui falei várias vezes da minha passagem pelo Museu de Arte Popular. Ou melhor, das minhas duas passagens. Na primeira, há quase 20 anos, pouco tempo depois de ter concluído a licenciatura, ofereci-me para estagiar num serviço educativo que não funcionava. Trabalhei sem remuneração durante 6 meses e foi nessa altura que percebi que não é preciso muito dinheiro para fazer as coisas funcionar. O que é preciso é ter vontade.
Na minha segunda passagem pelo MAP, que começou em agosto de 2010 e se prolongou até abril de 2011, fiz parte da equipa que reabriu o Museu. Acreditávamos no projeto, empenhámo-nos a fundo mas demorámos a perceber que não havia dinheiro para voltar a trazer as peças das reservas do MNE, nem para construir reservas no MAP, nem para manter a equipa. 
Uma das pessoas desta equipa, a Elis Marçal, ensinou-me mais sobre conservação e restauro do que todos os livros que eu tinha lido para dar as aulas de Museologia no ISCSP. Aliás, uma das melhores coisas desta equipa era precisamente a "mania" de partilhar os conhecimentos com todos os outros. Não havia segredos, não havia estratégias individuais, havia um projeto comum no qual se acreditava.


A Elis continua a ensinar-me. Desta vez foi no atelier da Arterestauro onde pude observar o trabalho do António, da Elis e da Teresa e perceber como se limpam as repinturas feitas pelas muitas Cecílias Gimenez que há no mundo. E voltámos a falar do MAP. Desta vez, já sem grandes esperanças.


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Sou uma antropóloga que só pensa em comida...
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