Conheci a D. Agostinha na Casa do Capitão, o pólo de Salto do Ecomuseu de Barroso. Na altura, a propósito de uma conversa sobre os trajes do Barroso, falou-me sobre os diversos tipos de lenços usados pelas mulheres em Barroso. Desta vez, para um projeto do qual ainda não posso falar, a conversa foi mais longa e a Eliza serviu de modelo para exemplificar os usos dos lenços em Barroso. Lenço de tapete, lenço de domingar, lenço de algodão para usar a cotio, lenço cor de fogo, são alguns desses lenços que as mulheres colocavam na cabeça de forma distinta em função da ocasião e do seu estado civil.
sábado, 5 de janeiro de 2013
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
OFICINA DO JOE
A Oficina do Joe continua a ser um dos meus locais favoritos em Montalegre. A paisagem é magnífica, o acolhimento é perfeito, o bolo de mel que a Gitte nos serve ao pequeno almoço é para lá de bom e as peças do Joe são fantásticas. Não havia melhor lugar para começar o novo ano!
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
sábado, 15 de dezembro de 2012
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
PÃO DOCE DE ALFARROBA EM TESTES
Farinha de trigo sarraceno, água, açúcar de côco, alfarroba, goma xantana, fermento seco, raspa de laranja, flor de sal e nozes. Variações a serem testadas nos próximos dias. Por cá e em Lisboa.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
PÃO COM ALMA E SEM GLÚTEN
Apesar do dedo cortado e de ter conseguido que o papel pardo pegasse fogo quando coloquei o pão dentro do forno (típico: tinha o forno programado para aquecer apenas a resistência superior!), o resultado foi mesmo muito bom.
A receita deste pão de farinha de arroz, copiada da embalagem da goma xantana, está aprovada. A goma xantana funcionou perfeitamente como agente espessante e agregador nesta combinação sem glúten.
O que não mudou foi mesmo a minha maneira preferida de comer pão: com nozes e gomos de maçã sumarenta. Soube-me pela vida. E a alma reconfortou-se.
Ingredientes
500 grs de farinha de arroz (branca, integral ou uma mistura das duas)
1 colher de chá de flor de sal
2 colheres chá de açúcar
1 pacote de fermento seco
2 colheres de chá de goma xantana (vende-se no Celeiro)
550 ml de água
3 colheres de sopa de óleo
Preparação
Misturar a água morna com o fermento e o açúcar dissolvendo bem. Deixar repousar cerca de 10 minutos até a superfície do líquido ficar coberta de espuma (significa que o fermento foi ativado).
Numa taça deitar a farinha, o sal e a goma xantana. Juntar o fermento dissolvido em água e envolver até incorporar todo o líquido. Adicionar o óleo e envolver bem.
Colocar numa forma untada com óleo e deixar repousar cerca de 1h30m.
Levar a forno pré-aquecido a 200º, tapando a forma com papel pardo ou vegetal, durante cerca de 50 minutos (deve-se ir testando).
Retirar da forma e deixar arrefecer na rede para não acumular humidade na massa.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
BOLO DAS NINFAS
Aos homens que se aventuram no caos, as ninfas da floresta gostam de oferecer o deleite dos frutos silvestres adoçados com os seus beijos. Curam-lhes as maleitas do corpo e da alma e despedem-se com flores de trigo mourisco que os homens encontram quando despertam das sestas tardias. Na terra dos homens, as mulheres evocam as ninfas e presenteiam os homens com bolos de flores delicadas cobertos de memórias desses beijos açucarados.
Para este Bolo das ninfas, inspirado neste da Sarah, utilizei farinha de trigo sarraceno (Fagopyrum esculentum), também conhecido como trigo mourisco. O trigo sarraceno nada tem a ver com o vulgar trigo. Os seus grãos são sementes de um fruto que é aparentado com o ruibarbo. A farinha de trigo sarraceno é isenta de glúten, logo, é apta para celíacos. É também usada para fazer a massa soba, o esparguete japonês.
Como adoçante, para além do xarope de ácer e do açúcar de côco, excessivamente caros e muito pouco locais, costumo usar o mel de eucalipto, aquele que, entre os méis, tem um sabor menos pronunciado e que, por essa razão, pode ser mais facilmente incorporado em preparações culinárias sem lhes alterar substancialmente o sabor. Neste bolo usei o mel de eucalipto produzido pelo Amadeu. No processo de produção dos méis da Casa do Couto não se ultrapassam os 45º a 50º garantindo-se, desse modo, que as qualidades do produto são preservadas. Como explica o Amadeu, quando se ultrapassa uma determinada temperatura, deixamos de ter mel e passamos a ter açúcar.
O toping é um shot de polifenóis. As framboesas e os mirtilos, à semelhança dos restantes frutos silvestres, são uma fonte privilegiada de polifenóis com potencial anticancerígeno: ácido elágico, antocianidinas e proantocianidinas. O chocolate preto com 70% de pasta de cacau tem importantes quantidades de polifenóis, as proantocianidinas, conhecidas pelas suas poderosas características antioxidantes, suscetíveis de provocar efeitos benéficos nas doenças crónicas como o cancro e naquelas que afetam o sistema cardiovascular*.
Ingredientes
Para o bolo
100 ml de leite de amêndoa
90 ml de óleo de côco
90 ml de mel de eucalipto
sementes de vagem de baunilha
5 bananas médias
1 colher de chá de fermento em pó
1 colher de chá de bicarbonato de soda
1/2 colher de chá de flor de sal
280 grs de farinha de trigo sarraceno
100 grs de nozes
100 grs de chocolate preto (mínimo de 70% de cacau)
Para a cobertura100 grs de nozes
4 colheres de sopa de mel de eucalipto
125 grs de framboesas
125 grs de mirtilos
Preparação
Aquecer o forno a 175º
Untar uma forma redonda, forrar a base com papel vegetal e voltar a untar.
Na Bimby (ou noutro processador) colocar o mel, o leite, o óleo de côco, a baunilha e as bananas e bater até a mistura ficar homogénea.
Numa taça misturar os ingredientes secos: a farinha, o fermento em pó, o bicarbonato de soda e a flor de sal.
Juntar a misture de bananas mexendo o menos possível.
Finalmente, incorporar as nozes e o chocolate partidos em pedaços.
Deitar na forma e levar ao forno até que espetando um palito a massa se apresente seca (cerca de 40 minutos). Não convém, contudo, que a massa fique demasiado seca.
Deixar arrefecer por completo.
Entretanto, tostar as nozes para a cobertura numa frigideira (ou no forno). Quando ficarem douradas, juntar o mel envolvendo bem e levar novamente ao lume ou ao forno para caramelizar.
Deitar por cima do bolo e deixar arrefecer por completo.
Finalmente, enfeitar o bolo com os mirtilos e as framboesas.
* Sobre o assunto, consultar o livro Alimentos contra o cancro de Richard Béliveau e Denis Gingras.
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