domingo, 3 de fevereiro de 2013

TRAJES DE BARROSO NO MAP


Quase um mês depois do último post, já posso, finalmente, falar do projeto no qual vou estar envolvida nos dois próximos meses: uma exposição temporária no Museu de Arte Popular em torno dos trajes do Barroso a inaugurar no início do segundo trimestre do ano.
A partir dos começos de 1980, duas mulheres da Venda Nova, concelho de Montalegre, começaram a construir uma coleção de peças que viria a integrar o acervo do Grupo Folclórico da Venda Nova. Agostinha e Conceição percorreram o Barroso e na bagagem levavam apenas a vontade de aprender. De volta, traziam preciosidades que lhes davam ou emprestavam. Como o vestido de noiva recolhido em Fiães do Rio, uma raridade, porque o vestido que vestia a noiva era também o da mortalha.
Parte das peças desta exposição integra o acervo do Grupo Folclórico da Venda Nova. Haverá também peças da Casa do Capitão, pólo do Ecomuseu de Barroso da freguesia de Salto, e do MAP.
Definidos os núcleos expositivos e finalizada uma primeira etapa de pesquisa bibliográfica e documental em Lisboa, parto em breve para o Barroso para fazer o terreno. E, finalmente, para poder acompanhar o processo de confeção de uma capa de burel junto de um dos últimos alfaiates da região. 
Sobre o call for workshops associados a esta exposição, darei conta em breve :)

Costumes femininos do Barroso - Fotografia do livro A arte e a natureza em Portugal, Emílio Biel & Cª Editores.

sábado, 5 de janeiro de 2013

OS USOS DO LENÇO

Conheci a D. Agostinha na Casa do Capitão, o pólo de Salto do Ecomuseu de Barroso. Na altura, a propósito de uma conversa sobre os trajes do Barroso, falou-me sobre os diversos tipos de lenços usados pelas mulheres em Barroso. Desta vez, para um projeto do qual ainda não posso falar, a conversa foi mais longa e a Eliza serviu de modelo para exemplificar os usos dos lenços em Barroso. Lenço de tapete, lenço de domingar, lenço de algodão para usar a cotio, lenço cor de fogo, são alguns desses lenços que as mulheres colocavam na cabeça de forma distinta em função da ocasião e do seu estado civil.


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

OFICINA DO JOE


A Oficina do Joe continua a ser um dos meus locais favoritos em Montalegre. A paisagem é magnífica, o acolhimento é perfeito, o bolo de mel que a Gitte nos serve ao pequeno almoço é para lá de bom e as peças do Joe são fantásticas. Não havia melhor lugar para começar o novo ano!


terça-feira, 1 de janeiro de 2013

sábado, 15 de dezembro de 2012

NUTRIR


Um dia muito bem passado com a Inês a aprender os fundamentos da cozinha sem glúten e sem lactose. Cozinhámos, entre muitas outras coisas deliciosas, chucrute, puré de millet e couve flor e tarte de frutos silvestres. 


terça-feira, 11 de dezembro de 2012

PÃO DOCE DE ALFARROBA EM TESTES


Farinha de trigo sarraceno, água, açúcar de côco, alfarroba, goma xantana, fermento seco, raspa de laranja, flor de sal e nozes. Variações a serem testadas nos próximos dias. Por cá e em Lisboa.



segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

PÃO COM ALMA E SEM GLÚTEN


Apesar do dedo cortado e de ter conseguido que o papel pardo pegasse fogo quando coloquei  o pão dentro do forno (típico: tinha o forno programado para aquecer apenas a resistência superior!), o resultado foi mesmo muito bom. 
A receita deste pão de farinha de arroz, copiada da embalagem da goma xantana, está aprovada. A goma xantana funcionou perfeitamente como agente espessante e agregador nesta combinação sem glúten. 
O que não mudou foi mesmo a minha maneira preferida de comer pão: com nozes e gomos de maçã sumarenta. Soube-me pela vida. E a alma reconfortou-se.

Ingredientes
500 grs de farinha de arroz (branca, integral ou uma mistura das duas)
1 colher de chá de flor de sal
2 colheres chá de açúcar
1 pacote de fermento seco
2 colheres de chá de goma xantana (vende-se no Celeiro)
550 ml de água
3 colheres de sopa de óleo

Preparação
Misturar a água morna com o fermento e o açúcar dissolvendo bem. Deixar repousar cerca de 10 minutos até a superfície do líquido ficar coberta de espuma (significa que o fermento foi ativado).
Numa taça deitar a farinha, o sal e a goma xantana. Juntar o fermento dissolvido em água e envolver até incorporar todo o líquido. Adicionar o óleo e envolver bem.
Colocar numa forma untada com óleo e deixar repousar cerca de 1h30m. 
Levar a forno pré-aquecido a 200º, tapando a forma com papel pardo ou vegetal, durante cerca de 50 minutos (deve-se ir testando).
Retirar da forma e deixar arrefecer na rede para não acumular humidade na massa.




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Sou uma antropóloga que só pensa em comida...
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