Esta é a fotografia do casamento dos avós paternos da D. Benta. Ouvi falar dela há ano e meio, vi-a em casa de uma das irmãs da D. Benta mas, na altura, não me foi possível fotografá-la. Porque para fotografar uma fotografia destas é preciso tempo para conversar. E para tirar a fotografia da moldura e poder fotografá-la sem os reflexos do vidro a atrapalharem.
Desta última vez em Barroso, houve tempo. E a habitual generosidade dos familiares da D. Benta que me ajudam sempre que preciso. A fotografia é de 1905. Irene Gonçalves Pereira Capelo tinha só 17 anos. Manuel Tomás Dias Pereira era 20 anos mais velho. D. Irene criou filhos e muitos netos. Foi ela que ensinou D. Benta e demais netas a fazer meia e a tingir os fios de lã com aquilo que a natureza dava.
O traje de noiva perdeu-se no tempo e dele, hoje, só restam as memórias uma e outra vez resgatadas de cada vez que as netas e os netos falam na mãezinha.
Desta última vez em Barroso, houve tempo. E a habitual generosidade dos familiares da D. Benta que me ajudam sempre que preciso. A fotografia é de 1905. Irene Gonçalves Pereira Capelo tinha só 17 anos. Manuel Tomás Dias Pereira era 20 anos mais velho. D. Irene criou filhos e muitos netos. Foi ela que ensinou D. Benta e demais netas a fazer meia e a tingir os fios de lã com aquilo que a natureza dava.
O traje de noiva perdeu-se no tempo e dele, hoje, só restam as memórias uma e outra vez resgatadas de cada vez que as netas e os netos falam na mãezinha.








