Estas meias (e a minha mãe a servir de modelo) são um dos cinco modelos que, desta última vez, encomendei à D. Benta para a exposição "Os panos que a casa dá. Trajes de Barroso". Da última vez que lá tinha estado, trouxe três pares de caturnos todos em lã bege. Agora, vieram caturnos em lã meirinha moira (castanha), dois pares de meias e uns miotes.
Pedi-lhe umas meias como as que ela usou em solteira e iguais às que a mãe dela e a avó - a mãezinha - costumavam usar. Perguntou-me se queria que tivessem carreirão. O carreirão, tal como a Rosa explica aqui, é uma linha vertical, a todo o comprimento do cano, onde
cada volta do trabalho se inicia.
Esta linha permitia saber se a peça estava corretamente
calçada. As mulheres avisavam-se mutuamente quando a costura não estava centrada: Olha que tens o carreirão torto! Não havia espelhos e as mulheres eram os espelhos umas das outras!













