sábado, 15 de março de 2014

FLORES



Mais um. E mais um tecido, há muito guardado, com destino dado. Foi o primeiro messenger bag que fiz. Inspirei-me neste tutorial - muito simples de seguir - e acrescentei uma série de bolsos no interior. Ficou grande, como eu pretendia, e arruma-me a tralha toda que carrego diariamente.


sexta-feira, 14 de março de 2014

ÉPICO



Ontem passei cinco horas a aprender matérias sobre brigadas de cozinha, zonas de cozinha, equipamentos e mise en place. Também fiquei a conhecer mais algumas expressões da gíria de cozinha. Por exemplo, gamela e queima cebolas são formas de designar, respectivamente, o empregado de mesa e o cozinheiro. Já a expressão cantar a roda designa o anunciar, pelo chefe de cozinha, dos pedidos da sala à brigada de cozinha. Já todos vimos, no Hell's Kitchen, o Gordon Ramsay a gritar: 1 robalo, 2 bifes wellington!!! Diz-se cantar a roda porque a zona onde chegam os pedidos dos clientes (aqueles papelinhos que se penduram numa régua e que contêm os pedidos) e saem os pratos para a sala é designada de roda.
Quando as aulas terminaram fui para o Restaurante Aviz onde tive a experiência gastronómica mais épica de sempre em seis actos. Graças ao chefe Cláudio Pontes e à sua equipa. Uma lição de como é possível desconstruir um produto, contar uma história e explorar vários conceitos numa refeição. Genial. Ainda não recuperei. Sou outra pessoa :)


quarta-feira, 12 de março de 2014

E NAS HORAS VAGAS


Vou fazendo sacos.

terça-feira, 11 de março de 2014

PRIMEIRAS IMPRESSÕES


Depois das primeiras aulas descobrimos que temos andado a criar colónias de bactérias nas nossas cozinhas caseiras; que existem, pelo menos, 27 formas de preparar batatas (e que posso usar inhame em vez de batata!); que uma bomba significa gemas batidas com calda de açúcar; que afiambrar, ao contrário do que dizíamos no liceu, não tem nada a ver com marmelada e amassos. Entre quinhentas mil coisas. Aguardamos, com grande expectativa, a chegada das nossas jalecas e das nossas facas. Entretanto, já tenho as minha socas de flores prontas para colocar a uso. 

quarta-feira, 5 de março de 2014

LEITE CONDENSADO DE COCO



Sem lactose e sem soja. Com leite de coco, açúcar de coco e óleo de coco. Para adoçar o primeiro dia aqui :)

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

O POLVILHO FAZ POOOOOUFT!!!

Há-de chegar o dia em que me dará para fazer um Paris-Brest com esta receita. Por enquanto, a massa choux de polvilho e leite de coco permite-me ir profiterolando alegremente na cozinha. O polvilho (informação preciosa aqui sobre a mandioca e seus derivados) tem aquela capacidade fantástica de se expandir: quem faz pão de queijo sabe do que estou a falar. E essa é uma característica fundamental na massa choux. Choux tem de fazer pouft!


A receita destes profiteroles- que adaptei daqui e na qual  substitui o óleo por azeite - tem apenas uma rasteira. Misturar os ovos na massa para obter uma liga homogénea e sem grumos não é especialmente fácil. Primeiro usei a batedeira de varas e a massa trepou pelas varas acima. Depois, recorri à varinha mágica e, finalmente, peguei na colher de pau e resolvi o problema. Conclusão: é preciso pôr os músculos a trabalhar para obter bons resultados. E é mesmo obrigatório deixar os profiteroles no forno, já desligado, para perderem a humidade. De preferência, em cima de uma grelha.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

WRAPS COM FOLHAS DE PAPEL DE ARROZ

Há muitos anos, pouco tempo depois de ter terminado a licenciatura, decidi fazer umas aulas de olaria na Associação dos Artesãos da Região de Lisboa. Tinha uma imensa vontade de aprender e estava absolutamente convencida que tinha talento para aquela arte. Tenho a certeza que tomei essa decisão no contexto de um surto psicótico que me fez esquecer a qualidade das minhas produções oleiras no Ciclo Preparatório. Porque há pessoas que deviam ser proibidas de mexer em barro. E eu sou uma dessas pessoas. Sou absolutamente incapaz de transformar um pedaço de barro num qualquer objecto, por mais simples que este seja.  As (poucas) aulas foram um tormento. O barro ganhava formas diabólicas nas minhas mãos. Acabei por desistir porque conclui que a minha presença era um insulto aos professores. A paciência que tinham para a minha falta de jeito era louvável. 

Quando hoje decidi fazer wraps com papel de arroz, estava longe de imaginar que teria uma experiência semelhante às minhas aulas de olaria. As folhas de papel de arroz (de acordo com as instruções do pacote) devem ser demolhadas em água bastante quente até amolecerem. Depois, devem ser escorridas e o excesso de água retira-se colocando as folhas sobre um pano de cozinha  Tudo isto implica uma destreza de movimentos para impedir que a folha  se enrole  sobre si mesma e tudo fique colado e parecido com um charuto cubano. A primeira folha que demolhei ficou exactamente assim. Demorei uma eternidade a descolá-la e a estendê-la no prato. Felizmente, percebi que não era imprescindível colocar a folha sobre um pano de cozinha para retirar o excesso de humidade (é a operação assassina do processo) e lá me safei.

A dobragem das folhas de papel de arroz (que são circulares), obedece a uma ordem específica para garantir que o recheio fica selado. Primeiro dobra-se a parte superior sobre o recheio, depois ambos os lados e, finalmente, a parte inferior.


Ingredientes
Folhas de papel de arroz
Arroz basmati 
Folhas de aipo 
Acelgas
Coentros
Cenouras
Ovos 
Cajus
Óleo de coco
Flor de sal

Preparação
Cozer o arroz em água temperada com sal e escorrer. Saltear o arroz em óleo de coco até ficar bastante crocante. Reservar.
Branquear as folhas de acelga em água fervente durante um minuto. Escorrer, cortar em tiras e reservar.
Cortar a cenoura em palitos finos. Reservar.
Separar as folhas de aipo dos talhos, cortar em tiras e reservar.
Cortar os coentros e reservar.
Bater os ovos, fritar em óleo de coco (basta fritar de um dos lados), retirar da frigideira, enrolar e cortar em tiras. Reservar.
Saltear os cajus em óleo de coco e flor de sal até começaram e dourar e reservar.

Preparar as folhas de papel de arroz de acordo com as instruções do pacote (o processo consiste, como referi anteriormente, em mergulhar as folhas, uma a uma, em água muito quente, até as mesmas amolecerem, escorrer e estender). No meio da folha colocar o recheio pretendido e dobrar o círculo. Para tornar o wrap mais consistente, pode repetir-se o processo com uma segunda folha de papel. Usei apenas uma folha por wrap porque iríamos comer de faca e garfo. Mas, para usar os wraps como finger food, será mesmo mais prático usar duas folhas.
O recheio que preparei resultou do que havia em casa e na horta. Tenho uma floresta de aipo e outra floresta de coentros no quintal que atingiram proporções épicas. E aos quais é preciso dar uso. Queria um recheio com uma predominância de elementos crocantes - os cajus, as cenouras, o arroz e o aipo - e que contrastasse com elementos mais brandos como as acelgas e o ovo frito.
Metade dos wraps foram comidos ao natural. Outros, a pedido da minha mãe, foram fritos. Estas duas criaturas aqui de baixo, enquanto tirava as fotografias à porta da cozinha para aproveitar a luz do meio dia, fizeram várias tentativas para surripiarem um wrap. Mas tiveram de se contentar só com uns pedacinhos!


Acerca de mim

A minha foto
Sou uma antropóloga que só pensa em comida...
Instagram

Seguidores