Habitualmente, faço o jantar antes de preparar o meu pequeno almoço e de decidir o que vou cozinhar para o almoço. Por norma, às 9h da matina, já o jantar foi despachado e devidamente acondicionado. Meia hora depois, está o pequeno almoço terminado. O almoço é tomado muito cedo - em horário de creche - porque tenho uma longa caminhada pela frente até chegar às aulas de cozinha. Nunca como muito, nem coisas especialmente pesadas. Hoje, para gastar os brócolos, fiz um puré que enriqueci com sementes tostadas de girassol e de abóbora. Para acompanhar, uns palitos de batata doce cozinhada a dois tempos, isto é, cozidos al dente e depois fritos em azeite com cúrcuma e pimenta preta. São bons acabados de fazer - perdem rapidamente o crocante - e polvilhados com flor de sal.
Na aula de hoje fizemos algumas saladas. Com a salada russa, a minha equipa decidiu executar dois empratamentos porque tínhamos preparado os diversos ingredientes em duas versões do corte macedónia. Uma versão mais fiel às medidas originais (e que produz muito desperdício) e uma outra versão que aproveita as formas naturais dos ingredientes e tenta, simultaneamente, obedecer às medidas originais.
Enquanto o Nuno batia a maionese de gemas com o garfo e já se torcia de enfado (a culpa é minha porque o convenci que a maionese batida com o garfo e só com gemas é infinitamente melhor que a versão fajuta da maionese feita com a varinha mágica e ovos inteiros), a Ana aplicava-se no corte rigoroso da maioria dos ingredientes. A mim calhou-me a cenoura. Versão pipi e versão não ao desperdício.
A Ana tratou de fazer o empratamento clássico que foi prontamente degustado por uma das funcionárias da ACPP. Eu apliquei-me na versão desconstruída da salada russa. Com coraçõezinhos de alface. Ficou assim. Há um longo caminho a percorrer...
