Melhor presente possível e imaginário ;)
terça-feira, 6 de maio de 2014
BASE DE BOLO DE CENOURA CRUDÍVORO
Desidratador e polpa de coco jovem (!) são duas coisas praticamente obrigatórias nas receitas de sobremesas de alguns dos livros de cozinha crudívora que tenho cá em casa. Desidratador ainda não há e polpa de coco jovem, bom, não estamos num país tropical e a oferta é limitada. Chato, chato, é quando se compra o coco e se descobre que não é assim tão fresco quanto se imaginava.
Bom, mas há sempre possibilidade de se experimentarem outras receitas sem recorrer ao desidratador e à polpa de coco. Tenho andado a pesquisar sobre bases de bolos e esta, de cenoura, era uma das que mais queria testar. Simples, rápida e que pode funcionar como base de bolo (ainda tenho de testar coberturas adequadas) ou para fazer trufas.
Não exige ingredientes alienígenas (já é relativamente fácil comprar óleo de coco e tâmaras sem aquela cobertura odiosa de açúcar) e o resultado é francamente bom. E antes que me esqueça, um dos melhores blogues de sobremesas (e não só) crudívoras é este aqui.
Receita
Ingredientes
400 grs de cenouras
100 grs de avelãs
40 grs de farinha de coco
8 tâmaras medjool
40 grs de óleo de coco
1 pitada de cardamomo
1 pitada de noz moscada
flor de sal qb
1 colher de chá de canela em pó
Preparação
Num robot de cozinha (ou Bimby) triturar todos os ingredientes até obter uma mistura homogénea mas com textura.
Enrolar bolinhas e levar ao frigorífico até servir ou usar como base de bolo.
Esta massa não fica excessivamente doce. Pode-se aumentar a quantidade de tâmaras para obter um resultado mais intenso. Também se pode adicionar mais especiarias. As quantidades indicadas conferem um sabor muito subtil. E agora vou ali à cozinha testar outra base de banana, tâmaras e amêndoas.
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domingo, 27 de abril de 2014
COMER, COMER
Melhor iogurte português com framboesas e favos de mel.
Dosas.
Chutney de manga feito nas aulas de cozinha.
Ricota de kefir de Moscovo com cebolinho, malaguetas e zest de limão.
quarta-feira, 16 de abril de 2014
segunda-feira, 14 de abril de 2014
HAMBURGUERS DE GRÃO DE BICO COM MOLHO DE MORANGO E MALAGUETA
Depois de, no sábado, ter ido almoçar a um restaurante vegetariano de Lisboa, tinha pensado escrever sobre a aposta que alguns (muitos?) restaurantes do género fazem numa oferta alimentar fortemente suportada em duas coisas: seitan e soja (seja tofu ou PTS). Neste, em particular, era impossível comer sem ter uma das duas no prato. Ainda para mais porque a carta se restringe, para além da sopa, das bebidas e das sobremesas, a três pratos diários. Não vou discorrer sobre esta experiência em particular. Desconsola-me, no entanto, constatar que não se considere construir uma carta sem seitans e sem soja. Comparativamente, encontro opções muito mais interessantes em blogues vegetarianos nacionais. Não sei se nos outros países o panorama é semelhante. O último que visitei, em Copenhaga, era péssimo a todos os níveis: atendimento e comida. Tenho uma especial curiosidade em conhecer este, em Londres. Reparem no menu...sem seitan e sem tofu. Comprei, já há alguns anos, o livro que editaram e que está no top 5 dos meus livros de culinária vegetariana. Fica-se com vontade de fazer todas as receitas. Todas!
Há-de vir agora na bagagem para Lisboa. Esse, os do Kurma Dasa, mais este e mais este. Enquanto não os vou buscar, inventam-se mais umas receitas e adaptam-se outras que se vão aprendendo no curso. Desta vez decidi fazer hamburguers de grão de bico com molho de morango e malagueta. Um dos erros comuns ao se confeccionar hamburguers vegetarianos consiste em incorporar a cebola crua no preparado. Isto implica que o travo a cebola permanece no hamburguer depois de cozinhado. Mesmo que se goste muito de cebola, o resultado final fica comprometido. O mais correcto é fazer um puxado (refogado/estrugido) de modo a amenizar o sabor intenso quer da cebola, quer do alho. Não usei um dos ingredientes que aparece opcional na receita - as sementes de girassol - que conferem textura aos hamburguers, melhorando-os.
O molho de morango e malagueta foi adaptado de uma receita que aprendemos no curso. Substitui vinagre por sumo de limão e açúcar por mel. Diria que o resultado ficou melhor que a receita original.
Podem servir-se os hamburguers apenas com o molho agri-doce ou acompanhados de uma salada de alface, maçã e canónigos.
Há-de vir agora na bagagem para Lisboa. Esse, os do Kurma Dasa, mais este e mais este. Enquanto não os vou buscar, inventam-se mais umas receitas e adaptam-se outras que se vão aprendendo no curso. Desta vez decidi fazer hamburguers de grão de bico com molho de morango e malagueta. Um dos erros comuns ao se confeccionar hamburguers vegetarianos consiste em incorporar a cebola crua no preparado. Isto implica que o travo a cebola permanece no hamburguer depois de cozinhado. Mesmo que se goste muito de cebola, o resultado final fica comprometido. O mais correcto é fazer um puxado (refogado/estrugido) de modo a amenizar o sabor intenso quer da cebola, quer do alho. Não usei um dos ingredientes que aparece opcional na receita - as sementes de girassol - que conferem textura aos hamburguers, melhorando-os.
O molho de morango e malagueta foi adaptado de uma receita que aprendemos no curso. Substitui vinagre por sumo de limão e açúcar por mel. Diria que o resultado ficou melhor que a receita original.
Podem servir-se os hamburguers apenas com o molho agri-doce ou acompanhados de uma salada de alface, maçã e canónigos.
Hamburguers de grão de bico
Ingredientes
1 lata de grão de bico (das grandes)
1 cenoura picada grosseiramente
1 cebola picada
2 dentes de alho picados
1 pedacinho de gengibre picado
1 raminho de manjericão
1 ovo
3 colheres de sopa de farinha de grão de bico
2 colheres de café de cominhos em pó
1 colher de café de cúrcuma
flor de sal qb
azeite qb
(opcional - 3 colheres de sopa de sementes de girassol tostadas)
Preparação
Fazer um puxado com o azeite, a cebola, os alhos, o gengibre e as especiarias. Reservar.
Numa taça, colocar o grão de bico escorrido e juntar o ovo batido, o manjericão, o puxado e suficiente farinha de grão de bico para a mistura se tornar moldável. Rectificar os temperos.
Levar ao frigorífico por 30 minutos (no mínimo).
Com as mãos untadas de azeite, moldar os hamburguers e dispô-los num tabuleiro untado com azeite. Levar ao frigorífico por 1 hora (no mínimo) para o preparado solidificar.
Numa frigideira anti aderente (de preferência de cerâmica) colocar um pouco de azeite e levar a lume baixo. Quando o azeite já tiver aquecido, dispôr os hamburguers. Deixar cozinhar até ficarem dourados de um lado e depois virar para cozinhar o outro lado.
Molho de morango e malagueta
Ingredientes
1 dl de água
1/2 dl de sumo de limão
2 colheres de sopa de mel
10 morangos
1/2 malagueta fresca (sem sementes e sem os veios interiores)
flor de sal qb
Preparação
Num tachinho colocar todos os ingredientes e levar a lume baixo até os morangos ficarem quase desfeitos e o líquido ter reduzido de volume. Triturar com a varinha mágica e voltar a colocar o preparado no lume apenas para ferver brevemente.
quarta-feira, 9 de abril de 2014
COZINHAR, COZINHAR, COZINHAR
Habitualmente, faço o jantar antes de preparar o meu pequeno almoço e de decidir o que vou cozinhar para o almoço. Por norma, às 9h da matina, já o jantar foi despachado e devidamente acondicionado. Meia hora depois, está o pequeno almoço terminado. O almoço é tomado muito cedo - em horário de creche - porque tenho uma longa caminhada pela frente até chegar às aulas de cozinha. Nunca como muito, nem coisas especialmente pesadas. Hoje, para gastar os brócolos, fiz um puré que enriqueci com sementes tostadas de girassol e de abóbora. Para acompanhar, uns palitos de batata doce cozinhada a dois tempos, isto é, cozidos al dente e depois fritos em azeite com cúrcuma e pimenta preta. São bons acabados de fazer - perdem rapidamente o crocante - e polvilhados com flor de sal.
Na aula de hoje fizemos algumas saladas. Com a salada russa, a minha equipa decidiu executar dois empratamentos porque tínhamos preparado os diversos ingredientes em duas versões do corte macedónia. Uma versão mais fiel às medidas originais (e que produz muito desperdício) e uma outra versão que aproveita as formas naturais dos ingredientes e tenta, simultaneamente, obedecer às medidas originais.
Enquanto o Nuno batia a maionese de gemas com o garfo e já se torcia de enfado (a culpa é minha porque o convenci que a maionese batida com o garfo e só com gemas é infinitamente melhor que a versão fajuta da maionese feita com a varinha mágica e ovos inteiros), a Ana aplicava-se no corte rigoroso da maioria dos ingredientes. A mim calhou-me a cenoura. Versão pipi e versão não ao desperdício.
A Ana tratou de fazer o empratamento clássico que foi prontamente degustado por uma das funcionárias da ACPP. Eu apliquei-me na versão desconstruída da salada russa. Com coraçõezinhos de alface. Ficou assim. Há um longo caminho a percorrer...
terça-feira, 8 de abril de 2014
MOLHO DE ALHO
Ontem, tivemos uma das melhores aulas de cozinha desde que começámos o curso. Foi dia de molhos. É certo que já tínhamos tido uma aula em que abordámos o assunto e preparámos algumas versões. Mas foram molhos confeccionados com demi glace, ou seja, um molho base feito a partir de ossos, carnes e vegetais esturricados. Coisas para serem usadas com bifes e, consequentemente, fora do meu raio de acção.
Molho holandês, molho de mostarda, molho bearnês, molho de laranja, molho de brócolos, molho de alho, molho pesto, molho de morangos e vinagrete. E mais 400 coisas para acompanhar os molhos. Resumindo, muito molho com aplicações na minha cozinha.
Um dos molhos que mais nos agradou foi o molho de morangos. Primeiro estranhámos o sabor - um agridoce diferente - mas depois ficámos totalmente conquistados com a mistura de malaguetas e morangos.
Hoje, decidi fazer um dos molhos, o de alho, para acompanhar a beringela salteada, os legumes branqueados e o pão sem glúten de cúrcuma e sementes de girassol. É um molho, segundo nos ensinaram, que também funciona muito bem com bacalhau confitado e em conjugação com o molho de brócolos.
Ingredientes
4 dentes de alho
leite qb
sal e pimenta qb
Preparação
Fervem-se os dentes de alho por três vezes. Isto significa que após cada fervura se descarta a água e se usa, para a nova fervura, água nova.
Depois, escorre-se a água e, num copo misturador, junta-se um pouco de leite, sal e pimenta e tritura-se tudo. O molho deve ficar com alguma consistência (como uma maionese branda).
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