sábado, 30 de junho de 2012

GELADO BRANCO PARA HEDONISTAS









Ingredientes

600 ml de leite de amêndoa (explico aqui como faço)
200 grs de mel de eucalipto (uso, como sempre, daqui)
8 claras de ovo
Uma pitada de sal
Uma vagem de baunilha (cortar no sentido do comprimento e retirar as sementes com a ajuda da uma faca)


Preparação

1. Bater as claras em castelo bem firme com o sal (na Bimby, 8 minutos, velocidade 3 1/2). Reservar.

2. Ferver o leite com o mel e com as sementes e a vagem de baunilha (na Bimby, 6 minutos, temperatura 100º e velocidade 1). No final desta etapa retirar a vagem de baunilha.

3. Juntar o leite às claras batidas em castelo e incorporar bem.

4. Deitar novamente no copo da Bimby e programar 5 minutos, temperatura 100º e velocidade 3. O objetivo é que as claras cozam. A mistura não ficará com a consistência das farófias.

5. Deitar numa taça, deixar arrefecer e levar ao frigorífico até estar bem frio.

6. Colocar no recipiente da máquina de gelados e programar segundo as instruções do fabricante.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

GELADO DE CÔCO, BANANA E MEL PARA AMANTES PERDIDOS

Os amantes devem comer gelados quando estão juntos. Porque somente no momento em que duas bocas se misturam é que um gelado atinge a temperatura ideal para ser comido. Uma boca não chega. Além de que fica a saber melhor. 

Este, de côco, banana e mel, pode ser comido por amantes que gostem de coisas pouco doces na boca mas que tenham o coração a transbordar de açúcar. Depois de o comerem, convém que se continuem a beijar. Para manter as bocas quentes e deixar os corações ainda mais cheios de açúcar.






Ingredientes
700 ml de leite de côco (já expliquei aqui como se faz)
8 gemas
150 grs de mel de eucalipto
5 bananas bem maduras
Uma chávena de pepitas de chocolate preto (opcional)


Preparação
1. Numa taça deitar as gemas e bater com a vara de arames até fazer espuma. Juntar o leite de côco e o mel e bater novamente. 

2. Deitar no copo da Bimby e programar 10 minutos, 90º e velocidade 2. Para quem usar o método tradicional, levar a lume brando e ir mexendo até a mistura começar a engrossar.

3. De seguida, juntar as bananas e programar velocidade 8 durante 30 segundos. Se não houver Bimby, é fácil: usa-se a varinha mágica!

4. Deitar num recipiente coberto com película aderente e levar ao frigorífico até o preparado estar bem frio.

5. Depois, deitar o preparado no recipiente da máquina de gelados, juntamente com as pepitas de chocolate, e programar segundo as instruções do fabricante.

6. Comer e beijar.



terça-feira, 26 de junho de 2012

HORTA REPORT


A época dos pêssegos está a terminar. Os que ainda há nos dois pessegueiros já têm bicho (por aqui não usamos pesticidas), mas ainda se conseguem cortar umas lascas. Agora é a vez das ameixas. Primeiro as encarnadas que se multiplicam nos ramos e sabem a mel. Daqui por umas semanas, será a vez de colher as amarelas que ainda são mais doces.
As alfaces vingaram e ainda vou plantar mais umas quantas este verão. Os pepinos também estão a medrar. Já a aventura das ervas aromáticas foi a mais frustrante. Apenas os coentros tiveram sucesso absoluto. Algumas variedades não chegaram sequer a germinar e, com outras, é uma luta diária para as libertar das ervas daninhas. 

sábado, 23 de junho de 2012

COBERTAS DE ALCOFA




Para além das fronhas de almofadas, naperons, panos de tabuleiro, toalhas de banho e toalhas de mesa (estas últimas ficam para depois porque merecem um post especial), a avó Jesuína também fez cobertas para as alcofas dos netos. Encontrei duas no meu antigo quarto em casa da minha mãe. Uma em crochet e com tule aplicado a toda a volta e a outra, em gaze, com um delicado bordado. Não faço ideia como é que esta última sobreviveu a um bebé elétrico...a minha mãe deve-a ter usado poucas vezes quando me levava a passear no carrinho :)


sexta-feira, 22 de junho de 2012

POUSIOS DE CABEÇA

Não me recordo de, alguma vez, as ter visto a uso. São peças desirmanadas que estavam arrumadas de modo a nunca serem encontradas. Foram feitas pela avó Jesuína e devem-lhe ter consumidos muitos serões.


São delicadas e resgatam a memória desta avó que estava sempre vestida de preto a bordar panos brancos de linho ou de algodão. 


Imagino que, nas iniciais do seu marido, a avó Jesuína tivesse feito questão de incorporar os dois "As": Adelino de Araújo Peixoto. O primeiro ficou de pernas para o ar.


quinta-feira, 21 de junho de 2012

COMBINAÇÕES

Gosto de rendinhas, do toque do algodão e dos linhos artesanais e, se colecionasse alguma coisa, seria certamente roupa interior antiga. Saiotes e combinações estariam na minha lista de prioridades.
Não tenho a certeza se estas combinações da avó Susana não serão, afinal, camisas de dormir.  Cheiram a alfazema, como todas as roupas antigas que se guardam cá por casa. Ficam-me enormes porque a avó Susana era avantajada. 
Os bordados nas duas combinações brancas, uma de mangas compridas e outra de mangas curtas, são exatamente iguais. A combinação cor de rosa, de alças, tem marcas do tempo. Ferrugens que teimam em não sair e, como o tecido já está tão puído, não arrisco lavagens mais agressivas.
Imagino que o meu avó Ventura gostasse de ver a minha avó Susana com estas combinações. Ou camisas de dormir. 




quarta-feira, 20 de junho de 2012

A PRIMEIRA


Foi feita há 36 anos quando eu tinha seis anos. A minha avó Jesuína, que passou a vida a bordar e a fazer crochet, achou por bem ensinar a uma neta maria rapaz as artes femininas. Sugeriu que eu fizesse a almofada para o Dia da Mãe. Todas as tardes, durante algumas semanas, na loja de tecidos do meu pai, ficávamos as duas atrás do balcão, eu a ensaiar agulha e linhas e ela, pacientemente, a ensinar-me os pontos mais rudimentares. 
Tenho, estranhamente, porque a minha memória é tão consistente como espuma do mar, lembranças muito sólidas dessas tardes e desses ensinamentos.
Ponto pé-de-flor. Fez-me treinar o ponto vezes e vezes sem conta. Não sei se contou com a minha teimosia em querer fazer as coisas bem feitas e até ao fim. 
Anos mais tarde, no 8º ano, em trabalhos manuais, mataram-me a vocação. As duas professores designaram que cada aluno fizesse um trabalho de tecelagem/bordado, com total liberdade para escolher a técnica e os materiais. Eu quis fazer seis. Ponto cruz, ponto de arraiolos, ponto de esmirna e mais uns quantos que, entretanto, se perderam. No final, resultado de um conflito com uma das professoras que eu questionei por não ter tido um comportamento correto para com os outros colegas, não me deram a nota máxima. Nunca mais peguei numa agulha para bordar. Embora me apeteça.


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Sou uma antropóloga que só pensa em comida...
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