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domingo, 10 de agosto de 2014

PÃO E AVENTAIS




Pela Figueira, os dias têm sido passados a fazer coisas. Coisas que estavam agendadas há alguns meses e que ainda não tinha sido possível realizar. A mesa de madeira dos meus tempos de escola já está devidamente lixada. Acabei por comprar uma pequena lixadeira que me facilitou imensamente a fase final do trabalho, hoje, ao final da tarde. Agora só falta pintá-la, tarefa que conto fazer nos próximos dois a três dias. 
A caixa de linhas da loja do meu pai vai-me obrigar a investir mais tempo e material do que esperava. As divisórias são feitas numa madeira de má qualidade e estão partidas aqui e ali o que implica trabalhos de colagem. A tampa também não está num estado propriamente famoso com partes lascadas a obrigar ao uso de mastic. 
Tenho memórias muito difusas desta caixa na loja do meu pai. Lembro-me vagamente do local onde era guardada e de algumas das linhas serem enroladas não em tubos de plástico, mas sim de cartão branco.
Hoje à tarde, quando retirei as divisórias da caixa, é que reparei que muitos dos compartimentos tinham "legendas": a cor da linha e o respectivo número. Tinha pensado lixar quer o exterior, quer o interior da caixa, assim como o sistema de divisórias, e pintar tudo. O objectivo seria transformar esta velha caixa de linhas num guarda jóias. Mas depois de ter visto todas aquelas palavras fiquei hesitante quanto às modificações que estava disposta a fazer. Agora já não tenho tantas certezas... 


Entre lixar a mesa e adiantar os aventais, hoje ainda tive tempo para experimentar uma nova versão da receita de pão de arroz sem glúten que já mostrei aqui. Basicamente, adicionei flocos de arroz à receita base, e aumentei proporcionalmente a quantidade de água. Substitui o óleo por azeite e o açúcar por açúcar de coco e fiz alguns acertos de quantidades. Ficou com uma textura deliciosa - os flocos de arroz foram determinantes. Servi com fatias de queijo fresco e um fio de xarope de ácer (que só coloquei depois das fotos tiradas). É receita para repetir. 


Receita

Ingredientes
500 grs de farinha de arroz
250 grs de flocos de arroz
1 pacote de levedura seca sem glúten
1 colher de sobremesa de goma xantana
2 colheres de sopa de açúcar de coco
1 colher de sobremesa de flor de sal
3 colheres de sopa de azeite
1 litro de água morna

Preparação
Numa tigela grande deitar a farinha, os flocos de arroz, a goma xantana, a flor de sal e envolver bem. Noutra tigela misturar a água morna, a levedura e o açúcar de coco. Adicionar à mistura seca, mexendo bem. Juntar o azeite e envolver até a mistura ficar homogénea.
Untar uma forma com azeite, forrar com papel vegetal e untar novamente. Deitar a massa e deixar levedar uma hora em local aquecido. 
Colocar no forno a 200º durante cerca de 90 minutos. Para evitar que a parte de cima do pão fique queimada, deixar cozinhar 10 minutos e, depois, cobrir com papel vegetal até 10 minutos antes do final da cozedura. Nessa altura, retirar o papel vegetal para a crosta ficar dourada.


Os aventais estão quase, quase prontos. Usei três lençóis e ainda me sobrou algum pano que vou utilizar para fazer guardanapos para a casa de Lisboa. Para cada avental fiz um bolso central, grande e com duas divisórias, e um bolso mais pequeno no topo superior esquerdo. Aproveitei os bordados simples que alguns dos lençóis tinham para o bolso menor e para a parte superior da peça. Agora só me falta comprar as fitas para fazer os atilhos e tenho os aventais despachados! 

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

INÍCIO DOS TRABALHOS

Da longa lista de tarefas que me propus fazer este mês de Agosto, seleccionei, para começar, as duas mais urgentes: recuperar a mesa de madeira que fiz no 9º ano e costurar cinco ou seis aventais de cozinha com lençóis antigos que a minha mãe guardava em casa.
Hoje comecei a manhã - depois do habitual passeio com as cadelas - a recuperar a mesa. Da última vez que tinha estado na Figueira - há quase dois meses - recuperámos o portão da garagem com a ajuda destas lixas fantásticas. Não foi necessário comprar uma lixadeira e aproveitou-se o velho berbequim que havia cá em casa. Comprei várias lixas (aquele portão "comeu" lixas e mais lixas) e demos conta da empreitada ao fim de alguns dias. Já tinha tentado lixar, à mão, esta mesa. Por diversas vezes. Mas o verniz muito manhoso nunca cedeu às folhas de lixa que usei. Hoje de manhã dei a primeira demão de lixa na mesa. Saiu o verniz quase todo! Apenas os cantos ficaram por lixar. Amanhã vou tentar solucionar o problema com as folhas de lixa...se não conseguir vou mesmo ter de usar uma lixadeira. A mesa já tem destino aqui em casa: vai para a sala acomodar o gramofone do meu avô e que usei o ano passado no meu casamento.


À tarde dediquei-me a cortar lençóis. Não são lençóis especiais: aqueles que foram bordados pela minha avó Jesuína estão reservados para outros fins mais nobres. Estes lençóis foram usados anos e anos nas camas de solteiro em casa da minha mãe. São simples, alguns deles têm já uns pequenos rasgões e buracos, e estavam esquecidos num armário à espera de melhor destino. Já tenho cinco aventais cortados - com os respectivos bolsos - e nos próximos dias vou-me dedicar a finalizá-los. Ainda estou indecisa quanto ao comprimento final que vão ter. Cortei-os bastante compridos - gosto muito daqueles aventais  antigos bem longos, como este, da segunda imagem. Mas tenho de perceber primeiro, antes de me decidir pelas medidas finais, se são minimamente funcionais ou se me vão atrapalhar quando estiver na cozinha afogada em tarefas...


sábado, 15 de março de 2014

FLORES



Mais um. E mais um tecido, há muito guardado, com destino dado. Foi o primeiro messenger bag que fiz. Inspirei-me neste tutorial - muito simples de seguir - e acrescentei uma série de bolsos no interior. Ficou grande, como eu pretendia, e arruma-me a tralha toda que carrego diariamente.


quarta-feira, 12 de março de 2014

E NAS HORAS VAGAS


Vou fazendo sacos.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

FLAN DE COURGETES E UMA SAIA DE GANGA

Esta é uma das minhas receitas favoritas para aquelas ocasiões em que me apetece fazer um prato com alguma apresentação mas que não me obrigue a passar um dia inteiro na cozinha (que é basicamente o que acontece sempre que tenho convidados cá em casa e me convenço que tenho de fazer um jantar com sete ou oito coisas diferentes...). Bom, adiante.
À receita base  -os ovos, a maizena, o queijo- podem ser adicionados outros ingredientes que não o refogado de courgetes. As cebolas podem ser substituídas por alho francês, as courgetes por beringelas (ou mesmo por camarão, salmão fumado, galinha previamente cozida). As variações são infinitas.


Ingredientes
4 ovos
150 gramas de queijo (usei um queijo curado de ovelha e vaca do Rabaçal)
4 colheres de sopa (rasas) de maizena
3 cebolas pequenas
1 courgete média
1/2 chávena de azeite
piri-piri qb
flor de sal qb
cúrcuma qb
coentros frescos

Preparação
Numa frigideira larga e com tampa, colocar o azeite, a cúrcuma, o piri-piri, e levar a lume médio deixando que as especiarias comecem a fervilhar. Juntar as cebolas e, de seguida, a courgete cortadas em fatias muito finas (usei a mandolina). Tapar a frigideira e deixar o tempo suficiente para as cebolas e a courgete ficarem transparentes.
Entretanto, batem-se os ovos numa taça e depois junta-se a maizena e o sal. Emvolver bem com o batedor de varas. De seguida, adicionar o queijo picado, os coentros e, finalmente, o preparado de cebolas e courgete. Deitar na forma (a que usei é de cerâmica anti-aderente) e levar ao forno a 180º durante cerca de 20 minutos. Já está!


Enquanto o flan coze no forno acabei a saia de ganga. O molde que usei foi o da Barcelona Skirt da Amy Butler. Fi-lo bastante mais curto do que o modelo original. O objetivo era ter uma saia de outono/inverno para usar com galochas e, por essa razão, o comprimento ficou um pouco acima do joelho. Como queria  bolsos (na parte da frente e atrás), copiei o modelo das minhas únicas calças de ganga para os bolsos de trás e o de uma saia/calção para os bolsos da frente. Aproveitei para treinar os ensinamentos do Grande Livro da Costura sobre bolsos. Optei por fazer bolsos de chapa por me parecerem mais simples de executar (afinal, foram os primeiros bolsos que fiz!) mas forrei-os do mesmo tecido que usei para o forro da saia. Claro que me deveria ter lembrado de os pespontar na parte em que não são cosidos à peça...
A maior aventura foi mesmo colocar o fecho...consegui partir uma agulha da máquina (vá lá, desta vez não parti um carreto...) e não fiquei inteiramente feliz com o resultado. Conclusão: tenho de treinar colocação de fechos! Acho que vou aproveitar a ganga sobrante e fazer uma clutch.


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Sou uma antropóloga que só pensa em comida...
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